… é que para além de antecipar as coisas boas também se antecipa as coisas “más”…
Eu e o N somos de planos, sempre fomos. Gostamos de antecipar, de planear as coisas com calma, metade da piada das coisas é planeá-las.
Foi assim com o nosso dia de Casamento e é assim, de uma maneira geral na nossa vida. Porque é assim que gostamos.
Metade da piada do dia do casamento foi planeá-lo. E ainda inchamos de orgulho quando algum nosso amigo nos diz que adorou e se divertiu imenso o nosso casamento. Porque o planeamos para que toda a gente adorasse. Se o nosso dia de casamento fosse só para nós, tínhamos casado só os dois, já nem é obrigatório testemunhas nem nada! Mas metade da piada foi planear o nosso dia para que fosse um dia especial para os nossos convidados. E foi.
Foi assim com o nosso dia de Casamento e é assim, de uma maneira geral na nossa vida.
E claro que é assim com o projecto de um filho. Planeamos há algum tempo que, desde que se reunissem as condições necessárias, planearíamos o nosso primeiro filho para 2013. Porque é antes dos meus 30 (condição do Ginecologista), porque é o ano em que fazemos 4 anos de casados (o que nos dava bastante tempo para namorarmos só os dois), porque sim.
E agora o motivo do post: é muito mau que eu esteja já com desejos das coisas que sei que não vou comer?
Quero sushi todos os dias (comida mal cozinhada, it’s a no no), quero muita coca-cola (refrigerante e cafeína, double no no), quero chocolate e doces em geral (bem, mais do que o costume anyway), quero tudo o que sei que não vou poder ter.
Por outro lado, já tenho desculpas para comer mais sushi, mais coca-cola, mais doces: “depois não vou poder!” digo eu com beicinho…
Ainda não fiz nada para que uma delas se concretize(1) e a outra já comecei o ano a falhar(2).
Yeepyy!
(1) Arranjar as unhas todas as semanas, a ver se é desta que deixo de as roer – não quero nada passar este vício aos meus filhos
(2) Tirar foto a todos os trabalhos (crochet, costura) que faço
O meu dia começa de maneira diferente, quando venho no meu metro.
O metro seguinte, o que apanho quando me atraso, é um metro vencido pela letargia… onde de mente entorpecida todos se sentam, meio a dormir, a olhar pela janela ou fechando os olhos escondidos pelos óculos de sol. É um metro diferente, onde por vezes a minha agulha de crochet não sai do saco, intimidada, com medo de perturbar com actividade um ambiente tão parado. Tão estranho, não meu.
Hoje vim naquele que é o meu metro. 20 minutos é o que basta. Um metro cheio de vida, cheio do burburinho de pessoas que começam o seu dia-a-dia, pleno de conversas. Neste metro, que é o meu, as minhas mãos entretêm-se com o crochet, e a mente com as conversas das gentes que fazem do metro o início do seu dia. O início do meu dia.
De que outra maneira podia eu aprender que a D. Alice “aquela loja de roupa prós lados do mini-preço e do BES” é careira durante o ano, um par de calças chega a custar 20 euros, mas “nesta altura dos saldos já se compram coisas por 2 euros, 2 euros e meio, vale a pena”?
Ou que o brasileiro ao pé do mercado leva 4 euros por umas capas, “pode ser carote, mas duram e duram e duram… o pior é que damos 10 euros por um par de sapatos e depois custa 4 euros pôr-lhes umas capas… mas a gente afeiçoa-se aos sapatos, não é?”…
As gentes que enchem o metro, o meu metro, ajudam-me a começar o dia. O meu dia.
… jantamos às 20h e quando acabamos de arrumar tudo ainda temos muito tempo livre!
E tudo porque estou em casa à hora de fazer o jantar! Tão bom
Os dias sabem melhor assim!
Agora sou eu a constipada…
…a ver se isto passa depressa que estar doente é uma seca…
snif snif
Quando cheguei a casa na sexta-feira, o N estava adoentadito, tinha passado o dia a espirrar e aflito do nariz e dos olhos. Precisava mesmo de um bolinho para o confortar, e como era por causa da constipação, quando vi este nem hesitei! Limão!
Ingredientes:
- 5 ovos
- 1 iogurte natural
- 110g óleo
- 400g açúcar
- 150g farinha
- 10g fermento
- raspa de 1 limão (eu usei de dois pequenos)
Eu fiz na bimby, mas pode ser feito em qualquer liquidificadora potente:
Retire a casca de 1 limão sem parte branca (os meus eram pequenos por isso usei 2) e coloque-a no copo para ralar (15 seg, vel 9).
Junte os ovos inteiros, o iogurte, o óleo e o açúcar e misture tudo (5 min, vel 4).
Adicione a farinha e o fermento e envolva (6 seg, vel 3).
Unte uma forma com margarina e polvilhe com farinha. Coloque o preparado na forma e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante 40 minutos aproximadamente.
Cuidado, é viciante! Somos só dois cá em casa e entre ontem à noite e hoje ao pequeno-almoço e ao lanche já foi meio bolo… e o controlo que preciso de ter para não ir ali buscar a terceira fatia para o lanche? Cuidado mesmo!
De um prato que a minha irmã adorava num restaurante italiano, saiu esta adaptação à moda da minha Mãe. Nunca anoto quantidades nestas minhas receitas, sou terrível e faço tudo a olho, mas tentei pôr entre parênteses o que costumo usar.
Ingredientes:
- Febras ou bifes de perú (1 por pessoa)
- Bacon (1 embalagem costuma dar para 4 febras)
- Natas (1 pacote de natas light)
- Vinho Branco
- Azeite
- Alho
- Palitos (um por cada involtini)
- Louro (2 folhas lavadas e sem o veio central)
- Sal
Cortar as febras ou bifes de perú em tiras da largura das fatias de bacon.
Repetir de modo a usar todas as tiras de bacon e as tiras de carne (eu costumo contar quantas tiras de bacon tenho e cortar as febras de acordo com isso. Costumam dar 3 involtini por pessoa)
Porque numa tarde de domingo chuvosa apetece um bolinho e porque tinha maçãs na fruteira a ameaçar estragarem-se, saíram estes queques de maçã e canela!
Ingredientes:
- 300g de Farinha
- 2 ovos
- 1 colher de sopa de Fermento em pó
- 1 colher de sopa de Canela
- 100g de Açúcar
- 2dl de Leite
- 50g de Margarina
- 1 Maçã grande (eu usei 3 pequenas)
Misture a farinha, o fermento, o açúcar e a canela numa taça.
À parte, bata o leite com os ovos, adicione à mistura anterior e junte a margarina derretida.
Bata com uma colher de pau até todos os ingredientes estarem ligados.
Descasque e corte a maçã em cubinhos, misturando-a na massa.
Deite o preparado em forminhas de queques previamente untadas. Leve ao forno a 180º durante 30 minutos.
Deite para o copo da bimby a farinha, o fermento, o açúcar e a canela. Ponha a mexer em velocidade colher (sem definir tempo) e deixe a misturar.
Entretanto pese a margarina na balança tradicional e leve ao microondas para derreter.
Enquanto a margarina está no microondas, meça o leite e junte-lhe os dois ovos (eu testo sempre os meus antes) e bata com um garfo.
Quando os ovos e os leites estiverem ligados, tire o copinho da bimby e deite devagarinho a mistura de leite e ovos, e depois a margarina, deixando sempre na velocidade colher.
Enquanto a bimby continua a mexer os ingredientes em velocidade colher, sem tempo definido, descasque e corte as maçãs em cubinhos.
Mude a bimby para velocidade colher inversa, tire o copinho e deite os cubinhos de maçã.
Ligue o forno a 180º.
Enquanto a bimby envolve a maçã na massa, forre forminhas de queques com forminhas de papel.
Deite a mistura da bimby para uma taça, para que seja mais fácil servir, e deite colheradas da mistura para as forminhas de papel.
Coloque as forminhas no forno pré-aquecido a 180º e marque 30 minutos num temporizador.
Depois, quando apitar, é só comer!
Mnham mnham!

Acabei de ler o meu primeiro livro de Danielle Steel, emprestado pela mãe do N
http://daniellesteel.com/blog/the-gift/
E chorei do início ao fim. Como disse ao N “é triste mas bonito”. Uma Madalena, eu.
Gostei tão pouco que já estou no segundo. E a adorar.
http://daniellesteel.com/blog/jewels/

Quando começamos a namorar e depois começamos a fazer férias juntos, o N tinha a mania de que não gostava de peixe.
Com paciência fui convencendo a provar algumas das receitas da minha Mãe. Escolhia de propósito as que mascaravam mais o peixe, como os lombinhos de pescada com molho béchamel.
Depois fomos evoluindo com base na gulodice, com receitas à base de natas e queijo, sendo que a última coqueluche é uma receita adaptada com as natas mimosa para peixe.
Claro que hoje em dia o N já consegue apreciar o peixe, e gosta muito de uma boa dourada ao sal ou um salmão simples no forno só com alho, sal e limão.
Mas a pescada é um peixe de sabor simples, e até agora só receitas com natas, queijo, molho béchamel ou qualquer combinação destes é que vingam lá em casa.
Ontem resolvi que queria fazer pescada mas sem natas nem queijo nem béchamel. E acertamos numa receita!
O site que me salvou foi: http://www.pescanova.pt/receitas
e a primeira receita experimentada e aprovada foi: http://www.pescanova.pt/receitas/tranches_de_pescada_gratinadas (mas sem o queijo, com alho em pó e coentros do armário das especiarias para ser mais simples).
Convenceu! Vou procurar mais pratos de pescada neste site, vale a pena!



